NT EXPO - Negócios nos Trilhos é o principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina

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Confira aqui as notícias e as novidades do nosso evento 100% online

 

NT Expo Xperience promoverá três dias de conteúdo sobre o transporte de cargas e passageiros por trilhos, apresentado por especialistas e autoridades do setor  

 Começa na próxima terça-feira, de 24 a 26 de novembro, o NT Expo Xperience, uma semana digital com uma programação de conteúdos exclusivos e transmissões ao vivo sobre o transporte de cargas e passageiros por trilhos. O evento é a versão integralmente online da NT Expo - Negócios nos Trilhos, um dos mais tradicionais eventos do setor ferroviário do país. O conteúdo será apresentado por especialistas e autoridades que vão abordar os assuntos que estão em pauta no setor.   

 O encontro virtual é direcionado aos profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário. A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas no site:  www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience 

 A grade de conteúdo é de curadoria da Revista Ferroviária que, em parceria com a Informa Markets, organizadora do evento, confirmou a participação de nomes como: o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Davi Barreto; o diretor do Departamento de Transportes Ferroviários no Ministério da Infraestrutura, Ismael Trinks; o presidente da Valec, André Kuhn; o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Pedro Tegon Moro; o secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Delmo Pinho; o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho; o presidente da SuperVia, Antonio Carlos Sanches e o presidente da Via Quatro e Via Mobilidade, Francisco Pierrini.   

Os assuntos debatidos vão tratar da participação de investimentos privados nos sistemas ferroviários, a descarbonização da operação ferroviária com a introdução de trens movidos a bateria, o papel do agronegócio no setor, as questões tributárias, a possibilidade de implantação de shortlines e mobilidade urbana.  

 "A Revista Ferroviária, assim como o NT Expo, tem a missão de acompanhar e revelar o que acontece no mercado ferroviário do País. Podemos dizer que são as duas principais vitrines do setor. Vemos essa parceria da RF com o NT como uma oportunidade de levar informação de qualidade ao público, principalmente num momento de mudanças profundas impostas pela pandemia. Além disso, é um fato que nos leva de volta às nossas origens, já que o evento Negócios nos Trilhos foi criado e, durante mais de uma década, organizado pela Revista Ferroviária", diz o diretor da Revista Ferroviária, Claudinei Carvalho.    

Negócios e Networking -O evento online será realizado na nova plataforma Xperience da Informa Markets que, além do conteúdo, disponibiliza ferramentas para negócios e networking. Os participantes poderão conectar-se diretamente a fornecedores e visualizar, por meio de uma vitrine digital, equipamentos, tecnologias e serviços. A plataforma dispões também de inteligência artificial para a análise e sugestões de conteúdo, produtos e orientações sobre inovações e lançamentos. 

E para incentivar novas parcerias entre fornecedores, acontece também uma rodadas de negócios em sala exclusivas de reuniões. A ação tem o apoio da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (AnpTrilhos) e Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).  

 

NT Expo Xperience

Data: 24 a 26 de novembro 

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience  

Sobre o NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience.  Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo, geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano.   

 Informações para a Imprensa: 

Coletivo da Comunicação

 Valeria Bursztein 

+55 11 9 9104-2031 

[email protected]  

Arucha Fernandes  

+55 13 9 9768-3476 

[email protected]  

 

Evento digital contará com a  participação de autoridades do Ministério da Infraestrutura e secretários de Transporte de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

     
Serão três dias de conteúdo com pautas sobre o transporte de cargas e passageiros por trilhos no Brasil 

 

Começa amanhã, 24, às 9h30, a NT Expo Xperience, evento 100% digital direcionado aos profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor  ferroviário. O encontro online promoverá uma série de apresentações e transmissões ao vivo com conteúdos exclusivos sobre o transporte de cargas e passageiros por trilhos.

 

Para conhecer a programação completa e fazer a inscrição gratuita para participar do evento é só acessar: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

 

Serão três dias de evento online, sempre das 9h30 às 16h30. Na abertura, amanhã, 24, acontece um painel sobre o papel das ferrovias na retomada do crescimento econômico no país com as participações do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Davi Barreto, do diretor do Departamento de Transportes Ferroviários no Ministério da Infraestrutura, Ismael Trinks e do presidente da Valec, André Kuhn. Ainda no primeiro dia de evento, será apresentado um painel para abordar as políticas de mobilidade urbana nos estados com os secretários de Transportes do Estado do Rio, Delmo Pinho, de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy e de Transportes Metropolitano de Minas Gerais, Fernando Marcato.

 

Já no segundo dia, quarta-feira, 25, a atenção volta-se para o transporte de passageiros com painéis sobre o assunto e as participações do diretor de
Mobilidade da CCR, Luís Valença; do presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho; do presidente da SuperVia, Antonio Carlos Sanches; do diretor de Operações do VLT Carioca, Paulo Ferreira; da especialista de Planejamento Estratégico do MetrôRio, Ingrid Rocha e do gerente de Execuções Financeiras do Metrô de São Paulo, Edvaldo Pedreira Sobrinho.

 

Nos conteúdos programados para o último dia, quinta-feira 26, o destaque segue na temática dos sistemas ferroviários de passageiros com um painel sobre como aumentar a participação privada no segmento, com as participações do presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Pedro Tegon Moro, do presidente da ViaQuatro e ViaMobilidade, Francisco Pierrini e do presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello.  

 

Parceiros - A grade de conteúdo é de curadoria da Revista Ferroviária. A NT Expo Xperience conta também com a já tradicional parceria da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF).

 

“O NT Expo - Negócios nos Trilhos é um evento tradicional do setor metroferroviário, que possibilita o intercâmbio de informações com empresas e
entidades, nacionais e internacionais, além da integração entre as diferentes áreas da cadeia de fornecedores mundiais. Neste ano, com a pandemia causada pela Covid-19, todos os eventos precisaram se adaptar e a nossa expectativa é que o Xperience seja de muito sucesso, reunindo no ambiente online os principais interlocutores do transporte sobre trilhos com a mesma qualidade do evento presencial”, diz o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores.

 

Para o diretor executivo da ANTF, Fernando Paes nos últimos anos, a NT Expo se firmou como um espaço amplo, democrático e sempre oportuno para estreitar, manter, consolidar e também dar início a relacionamentos e parcerias com diversos players do setor ferroviário de cargas, sejam eles empresas ou entidades. “É um setor que, no Brasil e no mundo inteiro, envolve companhias e grupos de grande porte, de capital intensivo - todos eles muito sólidos e com notória experiência no que fazem: seja no fornecimento de equipamentos e peças para locomotivas, seja no desenvolvimento
de novas tecnologias ou inúmeros tipos de serviços”, afirma.

 

“Mesmo que de forma remota e virtual, poder encontrá-los e ouvi-los neste momento, absolutamente atípico e difícil para todos, representa, sem dúvida, uma oportunidade única, tanto para os objetivos e projetos futuros da ANTF quanto para os de suas associadas. Em 2020, o setor experimenta um momento particularmente auspicioso, com um horizonte de grandes realizações para os próximos anos - especialmente depois de confirmadas as primeiras renovações antecipadas de contratos de concessão. É por isso, e com grande satisfação, que iremos, mais uma vez, participar deste
evento, do qual somos parceiros há anos”, completa Paes.

 

Negócios e Networking- O evento online será realizado na nova plataforma Xperience da Informa Markets que, além do conteúdo, disponibiliza ferramentas para negócios e networking. Os participantes poderão conectar-se diretamente a fornecedores e visualizar, por meio de uma vitrine digital, equipamentos, tecnologias e serviços. A plataforma dispões também de inteligência artificial para a análise e sugestões de conteúdo, produtos e orientações sobre inovações e lançamentos.

 

 

NT Expo Xperience 

Data: 24 a 26 de novembro

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

  

Sobre a NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora da NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience.

 

Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo da NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo, geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano.

  

Informações para a Imprensa:

Coletivo da Comunicação

Valeria Bursztein

+55 11 9 9104-2031

[email protected]

 

Arucha Fernandes

+55 13 9 9768-3476

[email protected]

 

 

 

Normalização na demanda de passageiros de trens e metrôs no Rio e em São Paulo foi debatida por secretários estaduais 

Gigante norte-americana do setor anuncia investimento no Brasil

NT Expo Xperience acontece até a próxima quinta-feira, 26

 

 

Começou nesta terça-feira, 24, o NT Expo Xperience, evento 100% digital voltado para o setor ferroviário, com painéis ao vivo e apresentações que seguirão até quinta-feira, 26. A abertura oficial do evento aconteceu às 9h30, em um painel ao vivo que destacou a maior demanda pelo protagonismo dos trilhos no modelo logístico do Brasil e como os investimentos privados estão contribuindo para tornar isso uma realidade. 


O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Davi Barreto, ressaltou que o setor ferroviário será peça-chave para a retomada econômica do país. Ele falou sobre a resiliência do setor de transporte de cargas, que não sofreu quedas expressivas devido à pandemia. “O modal se manteve ativo neste período, principalmente em razão da supersafra e da forte demanda chinesa. Outro atestado de resiliência é que, mesmo no auge da crise sanitária e econômica, conseguimos a antecipação parcial de outorgas da Rumo Logística no valor de R$ 5,1 bilhões”. A empresa de logística antecipou recursos referentes às concessões da Malha Paulista e dos ramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS).   

  Barreto afirmou que há sinais claros da capacidade que os investimentos privados possuem para contribuir para a retomada econômica do Brasil no cenário pós-pandemia. O diretor da ANTT também salientou o trabalho da agência na revisão do arcabouço regulatório para privilegiar a eficiência e trazer segurança aos investidores da iniciativa privada. 

 O presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias - empresa pública ligada ao Ministério da Infraestrutura -, André Kuhn, também participou da conversa online e falou sobre o papel da estatal em executar e viabilizar a operação de ferrovias para a concessão de empresas privadas. Ele destacou a execução do segundo trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre os municípios de Caetité e Barreiras, na Bahia, que possui cerca de 500 quilômetros de extensão e já está com 50% das obras finalizadas. “O mecanismo de outorga cruzada será utilizado para garantir recursos na ordem de R$ 400 milhões no próximo ano para a compra dos trilhos necessários para a conclusão do trecho”. 


Kuhn pontuou a importância da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de permitir a implantação do modelo de investimento cruzado, no qual trechos de ferrovias serão construídos pela iniciativa privada sem custos para o governo. Segundo ele, a Valec será o braço operacional para a fiscalização na construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), entre os municípios de Mara Rosa (GO) e Água Boa (MT), empreendimento de concessão da Vale, realizada por meio de investimentos cruzados. 


Ainda no mesmo painel ao vivo, o diretor do Departamento de Transportes Ferroviários no Ministério da Infraestrutura (Minfra), Ismael Trinks, destacou a intenção do Governo Federal em equilibrar a matriz de transportes, que hoje está desbalanceada, uma vez que o modal rodoviário é responsável pela movimentação de 61% em TKU (toneladas por quilômetro útil) de toda a carga transportada no Brasil.   


Para alcançar este objetivo. segundo Trinks, o Minfra está focado em diferentes frentes de prioridades: as prorrogações de concessões antecipadas; novas concessões; os decretos de desfazimento de bens e investimento cruzado; o projeto de lei 261/2018, que estabelece um novo marco regulatório para o setor ferroviário e que permite à iniciativa privada a construção e a operação de suas próprias ferrovias, além da implantação do Centro de Excelência em Transporte Ferroviário. “A carteira ferroviária prevê investimentos de quase R$ 70 bilhões nos próximos anos baseados nestas ações prioritárias”, disse.


O Centro de Excelência em Transporte Ferroviário é uma iniciativa do Minfra que tem como objetivos o fomento de capacitação e treinamento, o desenvolvimento de inovações e tecnologias e a atuação como certificador para o transporte ferroviário. “A verba para financiar o Centro será do RDT - Recurso de Desenvolvimento Tecnológico - que corresponde a 0,2% da receita operacional pública de cada concessão nova ou antecipada”, afirmou Trinks.  


Previsão para normalidade na demanda de passageiros de trens e metrôs no Rio e São Paulo é incerta 

Outro assunto que ganhou destaque neste primeiro dia do NT Expo Xperience foi a mobilidade urbana nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro neste cenário atual de pandemia da Covid-19. O assunto foi debatido pelo secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, e o secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Delmo Pinho. A moderação da conversa ficou com o vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), João Gouveia. 


Para começar a conversa, Baldy falou que, em uma visão geral, a redução do volume de passageiros no transporte metropolitano (metrô e trens da CPTM) em São Paulo chegou a 80% há sete meses. Esses números hoje já são melhores e estão sendo recuperados gradativamente com a volta da maior circulação de pessoas que estão retomando as atividades presenciais. 


“Ainda é cedo para concluir os impactos exatos da pandemia da Covid-19 no transporte público do Estado, estamos captando informações e analisando as consequências. O que acreditamos é que uma volta total da demanda normal, como a registrada em março - antes da pandemia - só será possível quando existir um plano efetivo e disseminado de vacinação”, afirmou o secretário.    

  
No Rio de Janeiro, segundo Pinho, também não há como aferir a totalidade das perdas e o retorno da demanda no transporte público é algo que “se dará de forma desconhecida ainda”. Ele disse que a aprovação do projeto de auxílio emergencial do Governo Federal é uma boa notícia, mas que a burocracia será um entrave para o repasse de recursos. 


O Senado Federal aprovou um projeto que repassa a estados e municípios, em caráter emergencial, a quantia de R$ 4 bilhões, para garantir a prestação do serviço de transporte público coletivo de passageiros e de reequilibrar os contratos impactados pelos efeitos da pandemia. “O Rio tem uma situação diferente de outros estados no transporte de alta capacidade - principalmente trem e metrô -, que são totalmente concedidos à iniciativa privada, sem subsídio do governo. Isso complica a definição do repasse de recursos públicos para esses operadores por falta de uma legislação específica ou a previsão em contratos sobre o tema. Acredito que será necessária a aprovação de uma nova lei estadual pela Assembleia Legislativa para orientar este repasse, algo inédito e que não será simples”, comentou Pinho. 


O secretário acredita também que essa crise deveria ser aproveitada para uma reestruturação completa no transporte público de passageiros no Rio de Janeiro, com a redefinição dos financiamentos vindos em todas as esferas - municipal, estadual e federal - e os custos de tarifas técnicas e de usuários. 
Em comum, Baldy e Pinho defenderam que é preciso criar novas fontes de subsídios federais para o transporte público coletivo e saber a orientação de qual será o plano federal para o modal em 2021. “Não há espaço para o incremento de novos impostos no Brasil, mas há para uma redivisão da receita arrecadada com vista ao transporte público”, disse Pinho. 


L.B. Foster irá instalar uma fábrica no Brasil 


Ainda no bloco da manhã desta terça-feira, 24, no NT Expo Xperience, o diretor da L.B. Foster, fabricante de equipamentos de construção, manutenção e componentes para via permanente, Sidney Shue, fez uma apresentação sobre os esforços da empresa para estender a vida útil dos dispositivos de juntas de trilhos isoladas, que são utilizados em vias permanentes ferroviárias. A empresa é a maior produtora do material na América do Norte e uma das maiores no mundo, com uma produção anual de cerca de 20 mil kits de junção de trilhos isoladas. 


Shue afirmou que a L.B Foster atualmente fornece kits de junção para o Brasil diretamente dos Estados Unidos, mas que isso mudará em breve. “Estudamos a demanda da indústria brasileira de ferrovias por muitos anos. E decidimos, com a nossa expertise, montar uma fábrica da companhia para a produção do material em solo brasileiro”, revelou.   


O encontro virtual é direcionado aos profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário. A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas no site:  www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

 

NT Expo XperienceData:

24 a 26 de novembro

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

 

Sobre a NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: o NT Expo Xperience.

Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo,geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano. 

 

Informações para a Imprensa:

Coletivo da Comunicação

Valeria Bursztein

+55 11 9 9104-2031

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Arucha Fernandes

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Anúncio foi realizado durante o NT Expo Xperience, evento virtual voltado ao setor ferroviário, que teve início nesta terça-feira (24)

Durante a tarde, evento contou com a participação do senador Jean Paul Prates, relator do projeto de lei 261/2018, que visa auxiliar no desenvolvimento do setor

 

Dando continuidade à programação de conteúdos do NT Expo Xperience, evento 100% digital voltado para o setor ferroviário, que teve início nesta terça-feira (24) pela manhã, mais uma série de debates exclusivos sobre o setor vieram à tona. Entre eles, destaque para o painel “Planos e Projetos das Ferrovias de Carga”, que contou com a presença de representantes das principais concessionárias de transporte ferroviário de cargas do país: MRS Logística, Rumo Logística, Vale e VLI Logística.

Em sua participação, a diretora de relações institucionais e assuntos regulatórios da VLI Logística, Silvana Alcântara, mencionou a recente inauguração de dois novos terminais da empresa: um em Guará (SP) e outro em Santos (SP) “Para concluí-los, realizamos investimentos na ordem de R$ 207 milhões. Em ambos os casos, assinamos contratos de concessões de 30 anos”, disse.

Para o futuro, a executiva adiantou que a companhia planeja realizar novas inaugurações. “Seguimos realizando aportes em outras unidades da VLI ao redor do Brasil, como em nosso corredor ferroviário localizado em Uberaba (MG), no qual estamos investindo na ampliação. As obras, que receberam recursos de R$ 63 milhões e geraram cerca de 300 empregos em todo o processo, devem ser concluídas já em maio de 2021. Outra unidade que também está sendo ampliada é a da cidade de Palmeirante (TO), que recebeu, em média, R$ 280 milhões em aplicações e gerou, aproximadamente, 250 postos de trabalho. A conclusão desta obra está programada para ocorrer em julho de 2021”, exaltou.

Quem também participou do NT Expo Xperience foi o diretor de relações institucionais da MRS Logística, Gustavo Bambini. “Nosso principal projeto para os próximos anos é proporcionar a maior integração logística possível entre os estados e rotas nas quais já atuamos, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Isso porque, com a interligação desses três eixos metropolitanos do país, prevemos conseguir amplificar o potencial dessas ferrovias, nas quais já somos muito fortes no escoamento de minério”, pontuou.

“Consequentemente, por passarmos por grandes centros urbanos, nosso objetivo é propiciar com o investimento em infraestrutura urbana e em segurança mais convergência entre as nossas ferrovias e as cidades no entorno, de forma a não prejudicar o fluxo natural dos municípios - à exemplo do que já fazemos em Volta Redonda (RJ)”, acrescentou.

A gerente executiva de assuntos regulatórios, portos e ferrovias da Vale, Daniella Barros, por sua vez, comentou sobre as iniciativas da mineradora, que, segundo ela, tem os investimentos como parte do DNA da companhia. “Sempre seguimos em busca de investimentos no setor ferroviário. Nos últimos anos, realizamos cerca de R$ 23 bilhões de aportes no segmento. E não apenas na área mineral, na qual somos, hoje, a maior exportadora do Brasil, mas também visando outros tipos de cargas, como cargas gerais. A mesma coisa no setor de passageiros: atualmente, nós operamos os dois únicos três de passageiros sobre trilhos do país, na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e na Estrada de Ferro Carajás (EFC)”.

No que refere ao futuro, Daniella afirmou que os próximos passos da empresa são audaciosos. “Nossa expectativa é realizar mais de 450 obras ao longo das ferrovias que operamos pelos próximos 10 anos. Da mesma maneira, nosso intuito é que até 2050 consigamos mudar toda a matriz energética de nossa malha de transporte, passando a adotar somente trens elétricos em nossas operações. Entre outras iniciativas que estão nos nos nossos planos”, complementou.

Em sua intervenção, o diretor institucional da Rumo Logística, Guilherme Penin, afirmou estar otimista com o atual estado do setor ferroviário. “Grandes investimentos de modernização das linhas férreas começam a ser feitos agora. Nós, por exemplo, faremos aportes de modernização da Malha Paulista,  via operada pela Rumo. Pretendemos promover também uma duplicação de mais de 100 km de trilhos na região de Campinas (SP), além de realizarmos investimentos em novas tecnologias, em infraestrutura urbana nas regiões próximas às nossas ferrovias e etc”, concluiu.

Short Lines: uma tendência para o setor ferroviário brasileiro

Outro destaque deste segundo período de NT Expo Xperience foi o painel que abordou a crescente tendência das short lines (linhas que oferecem trajetos curtos e de custos mais baixos) no setor ferroviário de cargas brasileiro, que contou com a participação de quatro importantes nomes do cenário nacional. Entre eles, estava o senador Jean Paul Prates (PT/RN), relator do projeto de lei do Senado Federal que trata da exploração do transporte ferroviário em propriedades privadas, o PL 261/2018, que vai de encontro ao tema.

A proposta, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), prevê a exploração de ferrovias por meio de autorizações, que somente será concedida pelo governo após uma chamada pública de interessados. A concorrência entre empresas explorando a mesma região geográfica está prevista como forma de incentivar a competição e a modicidade dos preços. Também está prevista a utilização de um mesmo trecho ferroviário por várias empresas, não ocorrendo a exclusividade, e a criação de uma entidade privada de autorregulamentação ferroviária. O texto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em dezembro de 2018.

“Outros fatores que defendemos nesse projeto é o de maior segurança jurídica aos investidores, trazendo este quesito para o âmbito legal. Criamos também o papel do auto-regulador e uma espécie de categorização para diferenciar os tipos de serviços que serão prestados, que consideramos pontos muito importantes neste projeto”, disse.

Quem também esteve presente foi o coordenador de gestão ferroviária do Ministério da Infraestrutura, Luis Felipe Arrussul de Melo. Para ele, o projeto de lei 261/2018 será uma revolução no setor. “O governo federal apoia esse projeto e está alinhado com ele. E digo mais, as ferrovias não são um projeto de governo e nem de partido, elas são um patrimônio histórico do país, tanto quando o assunto é o transporte de cargas sobre trilhos quanto o de passageiros. Nós, do Ministério da Infraestrutura, seguiremos em conjunto com as demais entidades do setor para desenvolver ainda mais este mercado no Brasil”, afirmou.

O secretário geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (ALAF), Jean Pejo, disse, por outro lado, que o grande desafio agora é convencer o mercado de que o modelo de short lines é viável e competitivo. “Todo o nosso trabalho agora é convencer o mercado de que este é um bom negócio e de que vale a pena investir nele. Mas não tenho dúvidas de que estamos no caminho certo e de que esse programa de short lines será implementado no país, trazendo mais negócios, geração de empregos, inclusão social e muito mais. Eu acredito no Brasil e no futuro desse setor”, exaltou.

Já o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alexandre Porto, é mais cauteloso. Para ele, é necessário, realmente, uma sinalização concreta do poder público em prol do desenvolvimento do setor, como o avanço da PL 261/2018, pois somente assim acredita que será possível começar a regular tudo corretamente. “Precisamos modernizar muito o marco regulatório do setor e isso casa bastante com a proposta da PL 261, que visa simplificar os procedimentos do segmento”, completou.

O papel da tecnologia wireless no setor de infraestrutura nacional

Fechando a programação deste primeiro dia de NT Expo Xperience, o papel da tecnologia wireless na convergência da infraestrutura de comunicações vitais e não vitais no processo de digitalização das ferrovias foi o destaque. Para falar sobre o assunto, o evento recebeu o Head of IoT Sales Latam da Cisco, Rodrigo Linhares.

Segundo ele, digitalização tem a ver com os benefícios da tecnologia em reduzir erros nos processos e na automação como ferramenta para o ganho de eficiência operacional e  lucratividade dos negócios. “O que estamos vendo é uma convergência das áreas de TI com as de operações das empresas e diferentes setores econômicos, levando a digitalização e a automação a novos mercados além das áreas internas e administrativas da companhia”, disse.

“É aí que surge a tecnologia wireless, sendo capaz de suplementar o bom funcionamento de diversos dispositivos e equipamentos que precisam estar cada vez mais conectados, permitindo o acesso a dados em tempo real. Existem várias tecnologias neste sentido, mas a que se torna bastante efetiva para o setor ferroviário é a chamada fluidmesh, que traz uma alta capacidade de mobilidade, permitindo que a locomotiva trafegue em alta velocidade, até cerca de 300 km por hora, sem a perda de sinal por nenhum segundo sequer, mantendo a conexão com estabilidade e confiabilidade”, finalizou.

O NT EXpo Xperience - que é direcionada aos profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário - segue sendo realizado até quinta-feira (26). A participação é gratuita e as inscrições podem ser realizadas no site:  www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience .

 

 

NT Expo Xperience

Data: 24 a 26 de novembro

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

 

Sobre a NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: o NT Expo Xperience. Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo, geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano. 

 

Informações para a Imprensa:


Coletivo da Comunicação


Valeria Bursztein

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SuperVia, MetrôRio e CCR Mobilidade participam do NT Expo Xperience

Associações lutam por equilíbrio na tributação da indústria nacional ferroviária

NT Expo Xperience acontece até amanhã, quinta-feira, 26

 

O segundo dia do evento 100% digital voltado para o setor ferroviário, o NT Expo Xperience, começou nesta quarta-feira, 25, com um painel ao vivo, que contou com a participação de operadores do transporte de passageiros sobre trilhos de São Paulo e do Rio de Janeiro. A moderação da conversa ficou com o presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores.

Flores começou a conversa pontuando que a demanda de passageiros nos sistemas de metrôs, trens urbanos e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de todo o Brasil sofreu um forte impacto em razão da pandemia de Covid-19. Ele também traçou um paralelo dos últimos 22 anos em relação ao avanço das concessões de operações do transporte de passageiros sobre trilhos à iniciativa privada. “A experiência positiva que desonerou os estados e possibilitou investimentos no ambiente privado, no cenário atual de pandemia, expõe certas fragilidades que precisam ser repensadas”, comentou Joubert.

No estado do Rio de Janeiro, a redução de passageiros nos sistemas de trens e metrôs deixou as concessionárias privadas à beira de um colapso. O presidente da SuperVia, concessionária de trens urbanos, Antonio Carlos Sanches, explicou que a situação no Rio é mais complicada, porque os contratos de concessões à iniciativa privada são antigos e não preveem subsídios públicos para a operação, ou seja, as empresas devem se manter sozinhas, o que cria uma dependência quase que, exclusiva, da receita obtida pelas tarifas dos bilhetes. 

“Tínhamos 600 mil passageiros por dia antes da pandemia. Atualmente estamos com 360 mil. Em receita, calculamos uma perda de R$ 250 milhões este ano. Acredito que a movimentação de passageiros só voltará ao nível ‘normal’ em 2022”, disse Sanches. 

A situação crítica é semelhante no MetrôRio, empresa que faz a operação das linhas de metrôs da cidade em um regime de contratação também sem previsão de nenhum subsídio público. “A queda da demanda de passageiros está em 56%. A empresa deixou de transportar 80 milhões de passageiros e o prejuízo acumulado deve chegar a R$ 450 milhões neste ano”, afirmou o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho.    

 Para ambos, a reversão do status atual só será possível com uma combinação de medidas pensadas, de curto a longo prazo. Para agora, seria necessário um aporte financeiro emergencial providenciado pelo governo estadual do Rio, que permitisse o equilíbrio financeiro entre custos e despesas. E, no médio e longo prazo, a repactuação e modernização dos contratos, com mecanismos de custeio de tarifas que considerem a flutuação da demanda, políticas de financiamento para investimentos e a organização, regulação e integração do transporte coletivo metropolitano. 

Ramalho destacou que o cenário de pandemia exige uma ação decisiva do poder público, com a tomada de decisões no tempo certo. “Estamos sobrevivendo às custas de aportes de acionistas e de negociação com os fornecedores, uma situação gravíssima, que não se sustentará por muito tempo. No Rio, precisamos aproveitar a oportunidade para discutir políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana” disse. 

Já Sanches, ressaltou que a integração intermunicipal dos transportes coletivos é a chave para a otimização do nível do serviço prestado à população. É difícil tratar de mobilidade urbana sem considerar a necessidade de constituir a figura de uma autoridade metropolitana, responsável por organizar e otimizar a circulação dos diferentes modais do transporte coletivo. Hoje há uma concorrência entre trens e metrôs com ônibus na mesma região, por exemplo. Essa competição não é vantajosa para ninguém”, disse.   

Para trazer a visão de operações privatizadas de outros estados, o painel recebeu o diretor de Mobilidade da CCR, Luís Valença. A empresa é um braço do grupo CCR responsável pela operação na ViaQuatro (Linha Amarela) e Via Mobilidade (Linha 5 Lilás) do metrô de São Paulo e também do metrô de Salvador, na Bahia. Segundo Valença, em razão da atual crise sanitária da Covid-19, a empresa estima uma perda de receita na ordem de R$ 650 milhões até o fim do ano.

Ele apontou que a pandemia jogou luz em modelos de concessões diferentes, como os conduzidos pela CCR em São Paulo e na Bahia, que foram estabelecidos por PPPs (Parcerias Público-Privadas). “É um modelo que cria um ambiente sinérgico positivo, com mecanismos de mitigação da demanda previstos em contratos”, afirmou. 

Valença disse que é preciso ampliar a rede ferroviária de transporte de passageiros no Brasil, que hoje ainda tem uma participação modesta: de cerca de 15% na matriz de transportes coletivos. Só que para que isso aconteça é necessário que o investimento privado na infraestrutura ferroviária seja mais atrativo. “O maior entrave é o respeito ao contrato. São investimentos de longa duração, que vão passar por diversos governos, por isso precisam de segurança jurídica, com contratos claros e bem escritos, que não tenham brechas de interpretação”, finalizou.    


Sistema de sinalização da Thales é ativo para redução nas emissões de CO²

Ainda no bloco da manhã da NT Expo Xperience, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Thales América Latina, empresa francesa que comercializa sistemas de informação e serviços para as indústrias aeroespacial, de defesa, transportes e segurança, Thomaz D'Agostini Aquino, fez uma apresentação sobre o sistema automatizado de sinalização CBTC Verde - Controle de Trens Baseado em Comunicação - desenvolvido pela companhia, que pode ser um ativo importante na descarbonização do setor.   

O objetivo principal do mecanismo é melhorar a eficiência energética, redução dos custos operacionais e das emissões de CO² (dióxido de carbono) no sistema metroferroviário. Aquino explicou que os sistemas urbanos sobre trilhos são naturalmente ecológicos, mas, ainda assim, produzem 60 milhões de toneladas de CO² por ano. “É parte do compromisso global com a sustentabilidade da Thales ajudar os clientes que utilizam o CBTC a alcançar 15% de redução no total de energia utilizada na tração dos trens”, afirmou. 

Como exemplo de implantação exitosa do CBTC Verde, o executivo falou sobre o metrô de Nova York, nos Estados Unidos. O consumo de energia do sistema americano é de 1,8 bilhões kWh por ano, com a redução de 15% no consumo de energia de tração, a economia potencial de custos é de US$ 25 milhões e 100 mil toneladas na emissão de CO². 

Aquino aproveitou a apresentação também para salientar o investimento anual da Thales de 2,5 bilhões de euros em pesquisa, desenvolvimento e inovação, o que representa cerca de 20% da receita obtida pela companhia.


Indústria nacional ferroviária luta pela isonomia tributária


Seguindo a programação do NT Expo Xperience, a atenção voltou-se para a tributação que incide sobre a indústria nacional ferroviária. Para abordar o tema, aconteceu um painel com a moderação do diretor técnico do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), Paschoal de Mário, e a participação do presidente da CAF Brasil - fabricante de trens para o sistema ferroviário -, Renato Meirelles e o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.  A questão central pontuada na conversa online foi a luta das entidades, Abifer e Simefre, para equilibrar a competição entre a indústria nacional e os fabricantes estrangeiros. A reivindicação é por isonomia tributária. Isso porque alguns estados brasileiros têm aplicado a imunidade tributária na importação de trens, o que leva a uma concorrência injusta com o produto nacional. 

O presidente da CAF Brasil explicou que o objetivo é que os fabricantes, em solo brasileiro, sejam protegidos pelo parágrafo 4º do art. 42 da lei 8.666, de 1993, que onera os tributos de imposto de importação e o Pis/Cofins para os trens que são importados. “A desvantagem atual na conta total de tributação da indústria nacional é de 27,31%”, disse. 

Ele destacou o déficit da indústria ferroviária nacional, que há sete anos não é contemplado com nenhum edital de grande volume. E lembrou também que a indústria tem a capacidade de fabricar 1.200 vagões de carga e passageiros e é responsável por 12 mil empregos no país. “Precisamos de um planejamento de longo prazo, que dê visibilidade e previsibilidade ao mercado nacional”. 

O presidente da Abifer fez coro às palavras de Meirelles e salientou que a ociosidade da indústria ferroviária encontra-se em aproximadamente 90%. Uma das possibilidades para melhorar este cenário são as aguardadas licitações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para 34 trens, e do Metrô, de outros 44, em São Paulo. “É uma expectativa otimista no longo prazo, com frutos apenas para 2022”.   


NT Expo Xperience

Data: 24 a 26 de novembro

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

Sobre o NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience.

Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo,geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano. 

 

Informações para a Imprensa:

Coletivo da Comunicação

Valeria Bursztein

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Arucha Fernandes

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Sistema de cobrança do VLT Carioca é  destaque do segundo dia de NT Expo Xperience, evento 100% digital voltado ao setor ferroviário, que teve início nesta terça-feira, 24

Debates sobre o mercado de formação profissional do segmento e sobre o papel das ferrovias no agronegócio brasileiro também marcam encontro virtual, que acontece até esta quinta-feira, 26

 

 

A procura por novas tecnologias que facilitem o dia a dia e melhorem a experiência dos usuários dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos ao redor Brasil é algo constante e no eixo Rio-São Paulo não é diferente, até porque administrar a locomoção das duas cidades mais populosas do país é um desafio. Por isso, as companhias responsáveis pelas operações dos trens urbanos nas capitais paulista e carioca seguem em busca de inovações a todo tempo.

 

É o que acontece nas empresas que gerem os tradicionais metrôs de ambas as cidades, como o Metrô de São Paulo, que traz uma nova tecnologia de pagamento de passagens. Quem contou um pouco mais sobre isso - durante participação no NT Expo Xperience, evento totalmente digital voltado ao setor ferroviário - foi o gerente de execuções financeiras da companhia, Edvaldo Pedreira Sobrinho.

 

“Desde 2005, seguimos inovando nas formas de cobrança e pagamento de passagens pelos usuários. Na ocasião, lançamos o Bilhete Único, uma modernização do habitual modelo adotado, que até então utilizava apenas o bilhete magnético como via de acesso ao sistema. Depois, em 2012, veio o BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano), cartão aceito, de forma integrada, em todos os meios de transporte metropolitanos da cidade. Agora, estamos trazendo também uma quarta forma de pagamento, através da tecnologia de QR Code, que visa agilizar o processo de cobrança em nosso sistema e oferecer uma nova opção aos nossos usuários. O lançamento do recurso está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2021”, anunciou Sobrinho,
em painel exclusivo sobre novas tecnologias de bilhetagem na mobilidade urbana sobre trilhos, realizado na NT Expo Xperience nesta quarta-feira (25).

 

Novidades também foram apresentadas pela especialista de planejamento estratégico do Metrô Rio, Ingrid Rocha, que exibiu as últimas inovações da companhia neste sentido, como o pagamento de passagens por aproximação. “Lançamos este modelo em abril de 2019 e desde então nossos passageiros podem efetuar o pagamento de suas passagens simplesmente pela aproximação de qualquer acessório que esteja dotado da tecnologia, como cartões de crédito, celulares, relógios, entre outros. Já em outubro deste ano, levamos o mesmo sistema para as linhas de ônibus do Metrô na Superfície (MNS), uma extensão do metrô realizada por meio de duas linhas de ônibus especiais”, destacou.

 Já o diretor de operações do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) Carioca, Paulo Ferreira, contou sobre as inovações em bilhetagem adotadas para este meio de transporte. Segundo ele, o modelo de cobrança e pagamento escolhido é inédito na cidade. “Nossas estações são abertas, não possuem catracas e a validação das passagens ocorre diretamente nos trens do VLT, quando os usuários encostam o bilhete nos leitores que ficam

dentro dos vagões. Para realizarmos o controle de acesso e de fluxo de passageiros, contamos com um sistema integrado, que possui câmeras acima de cada porta dos trens, que registra e contabiliza a entrada e saída de qualquer pessoa nos vagões”, concluiu.

 

 Formação de profissionais para o mercado de trabalho no setor

A exigência de mão de obra qualificada para preencher as oportunidades que surgem no setor ferroviário brasileiro segue sendo uma exigência recorrente do mercado. Por essa razão, o assunto foi um dos destaques deste segundo dia de NT Expo Xperience, com o painel “Formação

dos profissionais metroferroviários: novos tempos para a interação empresa/universidade”, que contou com a participação de três importantes nomes do segmento.

Foram eles: o professor do Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro, Luiz Antônio Silveira Lopes; o coordenador dos cursos de pós-graduação em engenharia metroferroviária do Centro de Pesquisas Ferroviárias (CEPEFER), Manoel Ferreira Mendes; e o professor de engenharia de transportes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Telmo Giolito Porto. Sob mediação do professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Eduardo Linzmayer, os convidados discutiram sobre a necessidade de se investir mais em especializações dedicadas ao setor ferroviário nacional, algo que consideram estar em falta no mercado brasileiro.

Para Lopes, infelizmente, o Brasil conta com poucas instituições de ensino voltadas ao setor nos dias atuais, o que avalia ser um ponto negativo para o país. “Justamente agora que o Brasil está entrando em uma nova série de construções de ferrovias, em renovações de concessões e em atrações de novos investimentos para o setor, o que irá gerar muitas oportunidades de emprego. Nosso objetivo, agora, deve ser a criação de um centro de pesquisa especializado, onde a formação acadêmica para os profissionais do setor terá que ser prioridade”, pontuou.

Mendes concordou e defendeu a importância de instituições neste sentido. “Essas instituições têm um papel undamental na preparação de profissionais do setor, ainda que sejam poucas, como a USP, a UNICAMP, o Instituto Mauá de Tecnologia e o próprio CEPEFER, do qual faço parte, que, aliás, foi criado exatamente para tentar aproximar um pouco mais as empresas da capacitação profissional. Inclusive, debates como esse são cruciais para despertar a atenção do mercado e dos estudantes quanto a relevância de uma maior integração entre empresas e universidades”, ressaltou.

Porto corroborou. “Não apenas as empresas, mas também as concessionárias de transporte sobre trilhos, tanto de cargas quanto de passageiros, estão pouco presentes nas universidades. Assim como as universidades também fazem pouco para atraí-las. É necessário uma maior integração e parceria entre ambos os lados para que possamos avançar neste quesito e captar então os talentos e profissionais. As pesquisas mais recentes de mercado mostram que os jovens estão interessados no setor ferroviário, do mesmo modo que trabalhadores que já passaram por ele desejam voltar”, completou.

 

As ferrovias sob a ótica do agronegócio

Outro destaque desta quarta-feira de NT Expo Xperience foi o painel sobre a influência do agronegócio no setor ferroviário brasileiro, que contou com a

presença de mais três nomes relevantes do mercado: o diretor executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz Ferreira; o consultor de inteligência estratégica do Instituto de Engenharia de São Paulo, Jorge Hori; e o engenheiro eletrônico sênior e consultor de sistemas metroferroviários, Sergio Lombardi.

Segundo Ferreira, o debate sobre este tema é fundamental, já que o agronegócio nacional é um dos responsáveis pelas maiores movimentações de cargas do setor ferroviário brasileiro. “Principalmente de 2013 para cá, quando a movimentação de cargas pelo modal atingiu mais de 10 milhões de toneladas por ano”, disse.

Diante deste cenário, Hori alerta para a necessidade da realização de novos investimentos no setor e de uma nova estratégia logística capaz de atender aos anseios do agronegócio de maneira mais eficaz. “Por exemplo, atualmente, enfrentamos muitas dificuldades com relação ao escoamento de grãos para os portos do país, que não encontram rotas ferroviárias adequadas para recebê-los, por mais que o modal tenha se mostrado a melhor e mais acertada alternativa em muitas ocasiões. Hoje, o Brasil precisa pensar em uma logística mais eficiente para esse grande mercado que é o agronegócio”, afirmou.

Para finalizar, Lombardi defende o Projeto Brasil, documento elaborado pelo Instituto de Engenharia que contém uma proposta técnica de ocupação sustentável do território nacional pela ferrovia associada ao agronegócio. O estudo propõe o investimento na ampliação do transporte ferroviário, com integrações hidroviárias e rodoviárias que viabilizem o escoamento eficiente de grãos e outros produtos do agronegócio pelo modal. “Para viabilizá-lo, precisamos, primeiro, ter uma infraestrutura adequada. Depois, um material rodante de qualidade. E, por fim, um sistema bem planejado e implementado, com tudo definido de forma clara”, concluiu.

O NT Expo Xperience ocorre até esta quinta-feira (26). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através deste link - https://bit.ly/35Vlasq

 

NT Expo Xperience

Data: 24 a 26 de novembro

Inscrições: www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

 

Sobre  NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience.   Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e  promover o intercâmbio de conteúdo, geração de negócios e interação. O encontro acontece de 24 a 26 de novembro deste ano.

 

 Informações para a Imprensa:

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Concessionária Vale apresenta a primeira locomotiva 100% elétrica

Pela manhã, evento contou ainda com um painel de especialistas que destacaram a falta de uma visão clara do potencial de urbanização do sistema de VLT e os desafios da manutenção da via permanente na visão de operadoras ferroviárias de carga

 

A excessiva dependência dos combustíveis fósseis é uma página que está sendo virada pelo setor ferroviário que busca soluções para a eletrificação do sistema de transporte. A descarbonização da operação ferroviária foi uma das temáticas de destaque na programação da manhã da NT Expo Xperience, evento 100% digital voltado para o setor ferroviário, que chega ao último dia nesta quinta-feira, 26. 


O painel ao vivo sobre o tema contou com a moderação do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, que salientou a ativa participação da indústria ferroviária brasileira em oferecer às concessionárias novos equipamentos, serviços e tecnologias fabricados com o viés sustentável como prioridade. 


Gerente do Programa Powershift da Vale - mineradora e uma das maiores operadoras de logística do país -, Alexandre Salomão Andrade apresentou no painel a agenda de sustentabilidade da companhia que pretende atingir a meta de ser carbono neutra até 2050. “As ferrovias da Vale são responsáveis por 10% do total das emissões de carbono da companhia. Temos como objetivo fazer a transição de uma matriz fóssil para outra baseada em fontes renováveis, por isso, em 2018, lançamos o programa Powershift para estudar tecnologias que reduzam as emissões de carbono”, explicou.


Outra ação do programa da Vale foi o projeto de desenvolvimento da primeira locomotiva 100% elétrica da mineração brasileira e que está em fase de testes desde setembro no pátio da empresa na unidade de Tubarão, em Vitória (ES). O projeto é uma parceria com a Progress Rail, subsidiária da fabricante norte-americana Caterpillar, que fabricou a locomotiva na unidade fabril localizada em Sete Lagoas, Minas Gerais. O diretor de Engenharia da empresa, Sidarta Beltramim também participou do painel. 


O novo modelo é movido a bateria e, além de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, diminuirá também a emissão de ruídos. Beltramim ressaltou o papel da Progress Rail em buscar alternativas para a fabricação de locomotivas movidas a gás natural e a bateria. “Atuamos ativamente na renovação da frota ferroviária brasileira com a reconstrução e revisão de locomotivas mais antigas - mais poluidoras do meio ambiente - , o que contribui diretamente para redução das emissões de carbono”, afirmou. 


Ainda no painel, o engineering leader da Wabtec Corporation LatAm - fabricante de locomotivas e fornecedora de soluções digitais -, Rodrigo Venditti, destacou as características da locomotiva FLX Drive, solução a bateria da empresa. Para ele, o setor ferroviário sofreu uma revolução nos últimos 20 anos no aspecto de eficiência e as tecnologias de baterias foram um salto tecnológico em direção à redução das emissões de carbono. “No futuro próximo vamos alcançar o objetivo de descarbonização total do setor”. Papel do VLT como projeto integral para a mobilidade urbana nas cidades 
Apesar de não enfrentarem essas mesmas dificuldades de mobilidade urbana que afetam as grandes metrópoles, as cidades médias (entre 100 e 300 mil habitantes) também têm o desafio de solucionar os gargalos no acesso ao transporte público coletivo. Neste sentido, a NT Expo Xperience apresentou um painel ao vivo com especialistas que debateram o papel do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como modo de transporte estruturante no planejamento urbano das médias cidades. 


Como moderador do painel, o diretor de Planejamento de Transportes da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), Ayrton Camargo e Silva, abriu a conversa ressaltando a importância da implantação de sistemas VLT como ferramenta para uma melhor qualidade de vida dos cidadãos e o case de sucesso do sistema que está operando na Baixada Santista, que passou recentemente para a construção de um novo trecho.  


Já o especialista em sistemas de VLTs, Alfonso Arroyo, destacou que falta uma visão clara do potencial de urbanização do VLT, que é um elemento indispensável de mobilidade urbana no futuro das cidades inteligentes (smart cities). Ele elencou os recursos característicos dos sistemas de VLT’s que promovem os benefícios para a população e a tecnologia de ponta embarcada, como câmeras internas e externas, contagem de passageiros, uso de energia renovável e conceitos rigorosos de acessibilidade e segurança para passageiros e pedestres que circulam em torno do equipamento.   Por sua vez, o diretor de Ferrovias e Transporte Urbano da Egis Engenharia e Consultoria, Philippe Grisez complementou os pontos levantados por Arroyo com imagens que evidenciam o impacto positivo da implantação de VLT’s nas cidades de Estrasburgo, Reims, Amiens e Marselha, na França, e em Sidi Bel Abbès, na Argélia. Grisez pontuou os benefícios sustentáveis como diminuição da poluição sonora, a reorganização do acesso e o fluxo na circulação de carros e os aspectos amigáveis para o deslocamento segura de pedestres e usuários de ciclovias. 


Ainda na conversa online, o CEO das operações ferroviárias do Grupo Itapemirim e ex-secretário Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos na Governo do Brasil, Jean Pejo, fez coro com os palestrantes sobre as vantagens do VLT já exploradas pelo painel e destacou os dois desafios principais enfrentados atualmente para a implantação do sistema. O primeiro é que o tema não entrou na pauta das autoridades do poder público que atuam nas milhares de cidades do país. E o outro desafio é a falta de atores interessados em projetos desta natureza. “Precisamos incentivar a participação de fundos de investimentos, por exemplo, que estão cada vez mais atuantes em projetos de infraestrutura no Brasil”. 


Pejo completou dizendo que é importante discutir o sistema de VLT dentro de uma visão holística, com foco principal na mobilidade e na qualidade de vida das pessoas. 


Operadores de carga falam sobre os desafios da manutenção na via permanente


A NT Expo Xperience, neste último dia de evento, contou também com um painel ao vivo que reuniu profissionais ligados à operadoras ferroviárias de carga do país. A conversa online girou em torno dos desafios e as inovações na manutenção da via permanente.


O gerente executivo da Estrada de Ferro Vitória a Minas da Vale, Fernando Lopes Alcântara, iniciou o painel falando sobre o dilema em manter o equilíbrio entre o alto nível de segurança oferecido sem aumentar os custos de manutenção da via. Ele comentou que na operação de manutenção da Estrada de Ferro Vitória a Minas - que possui 2.141 km de extensão e atua com o transporte de carga e também com um trem de passageiros - dois são focos de atenção: o monitoramento de ativos e a potencialização da mecanização.


“Temos como previsão para os próximos cinco anos a atuação de 33 equipamentos diferentes para o processo de inspeção/monitoramento. Também estamos aumentando o nível de produtividade na troca de dormentes da ferrovia com uma máquina Tie Gang, que substitui a troca manual do material”, disse Alcântara. Para ele, a capacitação de mão de obra, a transição para a indústria 4.0 e a atualização dos aspectos regulatórios serão os tópicos que dominaram o debate sobre o futuro da manutenção da via permanente. 


Participaram da conversa online também os profissionais da MRS Logística, Luciano Gaudêncio, gerente geral de Manutenção da Malha Ferroviária e Sofia Pimenta, gerente de Engenharia Industrial da empresa. Os dois apresentaram o Comitê de Inovação, criado em novembro do ano passado pela MRS, com o objetivo de engajar a participação dos colaboradores para a sugestão de iniciativas voltada para a inovação com foco em uma manutenção de via mais otimizada e preditiva. 


Sofia comentou que nos dois primeiros Pitch Day’s realizados foram cadastradas 141 ideias que posteriormente foram avaliadas pelos critério estabelecidos do Comitê. “Já temos algumas iniciativas para a execução de projetos pilotos”, disse. 


Já o gerente executivo de Via e Projetos da Rumo Logística (Operação Sul), Thiago Fiori falou sobre as três vertentes que guiam a manutenção da via permanente da operação sul da Rumo, que tem um alto nível de complexidade pela diversidade operacional da linha e pelo fato da ferrovia cruzar cinco estados. Ele falou sobre a importância do controle rigoroso sobre o desperdício para uma manutenção mais eficaz, com a redução de custos, e sobre a governança que busca padronizar os processos e a sustentabilidade do negócio.    


Fiori disse que há dois programas da empresa que potencializam essas três vertentes: o programa de certificação individual que oferece capacitação para os colaboradores e o de melhoria contínua que otimiza aspectos de segurança e assertividade. “Apenas com seis meses de ativação do projeto já registramos uma economia estimada de R$ 13 milhões com a otimização dos processos na manutenção da via e a queda de 75% em ocorrência e acidentes”, afirmou.


Para finalizar o painel, o presidente da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), Benony Schmitz Filho, chamou a atenção para um dos desafios que são enfrentados pela concessionária na manutenção da via da malha no estado de Santa Catarina. “A situação mais desafiadora é a contratação de mão de obra qualificada. Temos uma rotatividade de colaboradores que chega a 30% ao ano”, disse. 


Para atenuar o problema, o presidente da FTC ressaltou os esforços para aumentar a eficiência na gestão de pessoas com o auxílio de ferramentas tecnológicas. A companhia implementou um aplicativo que monitora, em tempo real, os serviços executados na via e os materiais aplicados em cada atividade (dormentes, trilhos, parafusos e etc). Com a ferramenta é possível que o supervisor de cada equipe receba de forma atualizada a programação montada mensal para a equipe, o que otimiza o processo de manutenção da via.       


Palestra técnica: Revisão de engates para trens de passageiros 


Explorando as temáticas mais técnicas, a NT Expo Xperience, apresentou um painel com o  Business Unit Manager da Dellner, Luis Augusto Ribeiro, que falou sobre como prolongar a vida útil do sistema de engates para trens de passageiros de forma segura até o próximo período de revisão. De origem sueca, a Dellner, é líder global na produção de sistemas de conexões para trens, com soluções personalizadas para fabricantes de trens, operadores e empresas de manutenção.


Ribeiro pontuou os passos para a revisão dos engates que incluem: desmontagem, inspeção, teste não destrutivo e funcional e relatório final. No Brasil, a Dellner tem uma unidade em Cajamar, interior de São Paulo.      

 

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A Informa Markets, organizadora da NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova e oferece um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience. Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo da NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo,geração de negócios e interação. O encontro aconteceu de 24 a 26 de novembro deste ano. 

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Fechando a grade de programação deste último dia de evento online, foram destaquetemas como os caminhos para aumentar a participação da iniciativa privada nos sistemas ferroviários de passageiros e operações autônomas no transporte sobre trilhos

 Primeiro modelo de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) da Marcopolo Rail, anunciado durante o evento virtual, também foi destaque do último dia

 

A NT Expo Xperience, evento virtual voltado para o setor ferroviário, chegou ao fim nesta quinta-feira, 26, encerrando uma exclusiva programação de palestras e painéis dedicados unicamente aos universos de transporte de cargas e de passageiros sobre trilhos. Ao todo, foram 20 horas de conteúdos, com a participação de mais de 60 palestrantes e profissionais do setor, ao longo de três dias de evento - de 24 a 26 de novembro.

Entre os destaques do período da tarde do último dia de programação, o debate sobre como atrair a participação privada nos sistemas ferroviários de passageiros veio à tona, com a presença de três importantes nomes do setor: o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello; o presidente da ViaQuatro e da ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pelas operações das Linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô de São Paulo, Francisco Pierrini; e o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Pedro Tegon Moro.

Para eles, a discussão sobre o tema é fundamental, já que acreditam que a parceria público-privada é a forma mais eficiente de promover a modernização dos setores ferroviário e de infraestrutura como um todo no país, promovendo uma melhor mobilidade às grandes cidades e contribuindo para a retomada de investimentos no Brasil. 

No entanto, por mais que o setor experimente um momento de otimismo e que caminhe em direção a um novo crescimento nos próximos anos, os executivos levantam alguns pontos que consideram ainda necessitar de atenção. Para Copello, são necessários mais esforços pelo lado do poder público. “No que refere a este ponto, é importantíssimo termos a clareza de uma política pública federal de financiamento do setor, para que assim estados e municípios possam investir com mais afinco no segmento. Além disso, é extremamente relevante a definição de uma política para o setor de curto, médio e longo prazo, para então proporcionarmos o desenvolvimento da mobilidade urbana no Brasil como um todo. Ou seja, isso precisa ser uma política de Estado, não de Governo”, disse.

Pierrini acrescentou a necessidade de se olhar também para a questão dos marcos regulatórios do setor. “A rede de transporte de passageiros sobre trilhos ainda tem uma infraestrutura pequena no Brasil, mas com grande capacidade de ampliação. Para gerar mais atratividade aos investimentos, além de projetos, é preciso garantir ainda a estabilidade de um marco regulatório bem elaborado e de mais segurança jurídica aos contratos”. 

O presidente da ViaQuatro e da ViaMobilidade aproveitou o painel também para adiantar um pouco sobre os próximos empreendimentos da companhia que devem ser lançados em breve. “Na Linha 4-Amarela, devemos inaugurar em breve a nossa 11ª estação, no bairro Vila Sônia. Já na Linha 5-Lilás, estamos em meio a uma obra de concessão conjunta com a CPTM, na estação Santo Amaro, com o objetivo de realizar sua ampliação. Em ambos os casos, devemos ter novidades em breve”, pontuou.

Falando em CPTM, o presidente da companhia também revelou quais são os projetos da empresa em andamento, em parceria com a iniciativa privada. “Um deles está sendo desenvolvido em uma parceria inédita com a empresa Tegra e envolve a construção da estação João Dias, na Linha 9-Esmeralda (entre as estações Santo Amaro e Granja Julieta). Um projeto que exigiu investimentos de R$ 60 milhões, com previsão de conclusão para 2021”, salientou Moro.

Mas, segundo ele, essa não é a única novidade. “Ainda nos próximos dias teremos a publicação dos editais de concessões das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, para a prestação de serviços públicos de transporte de passageiros em ambas as linhas. Essas concessões serão firmadas pelo prazo de 30 anos e exigirão da iniciativa privada uma série de investimentos, como a reforma de 30 estações, a ampliação de outras seis e mais uma série de outros aportes de melhorias em ambos os trajetos”, concluiu.


 Operações autônomas: Uma tendência no setor

A pauta sobre parcerias público-privada também foi destaque em um segundo painel deste dia que marcou o fechamento da NT Expo Xperience. O assunto voltou à tona em uma apresentação que evidenciou a evolução da automação no transporte de passageiros sobre trilhos, com a palestra do analista de engenharia da ViaQuatro, empresa responsável pela administração da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, Bruno Magalhães.

O executivo contou sobre o sucesso da operação e lembrou que a concessão firmada entre a companhia e o governo do estado foi a primeira PPP (Parceria Público-Privada) do país e que, desde então, um sistema altamente eficaz de transporte de passageiros sobre trilhos é cotidianamente operado. “Hoje, a Linha 4-Amarela conta com 12,8 km de extensão, que contemplam 11 estações ao longo de seu percurso (sendo 10 já em pleno funcionamento e uma em vias de ser entregue). Além disso, são 29 trens exclusivos que transportam cerca de 800 mil passageiros por dia”, ressaltou.

Uma das características que mais chamam a atenção de quem utiliza estes trens é o fato de o sistema operar de forma autônoma, ou seja, sem maquinistas. Santos explicou um pouco mais sobre isso. “Em uma linha de trens de passageiros, a responsabilidade dos comandos das vias e dos trens, tradicionalmente, é das pessoas. No entanto, a evolução dos sistemas eletrônicos permitiu a automação da operação, deixando para os gestores a supervisão e o controle dos sistemas de sinalização e segurança, os mais importantes”, esclareceu.

No caso da Linha 4-Amarela, o sistema escolhido foi o CBTC (Communication Based Train Control – Controle de Trens Baseado em Comunicação, em sua tradução literal). “Este é o mais moderno sistema da atualidade quando se fala em automação. É ele o responsável por realizar o controle dos trens: se podem partir ou não, com qual velocidade devem ser conduzidos, a distância e o intervalo a ser mantido entre os trens, entre outras variáveis que controlam a operação. O sistema proporciona um ganho importante de eficiência à operação, com maior capacidade de transporte de passageiros, otimização de tempo de parada nas estações, menor quantidade de intrusões na via, maior segurança e etc.”, completou.


Marcopolo Rail se prepara para lançar seu primeiro modelo de VLT no mercado nacional

Outro destaque deste último dia de NT Expo Xperience foi a apresentação da Marcopolo Rail, na a nova marca da concessionária para atuação no segmento metroferroviário. O objetivo é agregar o know-how adquirido nas soluções para o transporte de massa, como os sistemas BRT, aos modais de vias elevadas (People Movers e Similares) e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).  

Segundo o Head de Inovação da Marcopolo S.A., Petras Amaral, a criação da Marcopolo Rail teve como base o desenvolvimento, desde 2015, de soluções para People Movers (Parceria com a Aeromovel Brasil no segmento), tanto para o mercado nacional como internacional. “Nosso foco nos últimos anos tem sido inovar em diferentes segmentos de transporte e mobilidade nos quais o know-how da fabricante possa agregar valor ao produto, a chamada diversificação relacionada", disse. Essa experiência foi fundamental para o desenvolvimento das soluções e tecnologias para as cabines, o que inclui inovações em sistemas de aberturas, climatização, layout, assentos, materiais e design relacionado ao setor. “O foco inicial da Marcopolo Rail inclui o fornecimento de soluções para modais ferroviários de até 25 mil passageiros/hora/sentido, que operem com velocidade máxima de 70 km/hora e possam atender tanto o segmento urbano, como intermunicipal, mostrando-se ótimas soluções aos atuais problemas de mobilidade em cidades acima de 300 mil habitantes”, comenta.

Segundo Amaral, a empresa prepara uma novidade para o mercado nacional, o lançamento de seu primeiro modelo de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos). "Nosso modelo de entrada neste mercado já está em fase avançada de produção, com o lançamento previsto para ocorrer em breve. Este será o primeiro VLT do país totalmente nacional, com capacidade para transportar até 760 passageiros. Para isso, ele será composto por quatro vagões, de 2,90 metros de largura, além de contar com uma vida útil que pode chegar a até 30 anos”, afirmou.

Além deste projeto, a companhia conta ainda com outras iniciativas, como a divisão de Projetos Especiais, que abre a possibilidade da efetivação de parcerias com outras empresas do mercado para a produção customizada de VLT’s sob encomenda. “Estamos desenvolvendo todo um conceito de produção local, com o intuito de mostrar que o país pode sim contar com uma indústria nacional, não apenas de VLT’s, mas de veículos de transporte de passageiros sobre trilhos no geral”, comentou.A Marcopolo tem investido de forma relevante no desenvolvimento de parcerias e produtos para esses segmentos, sendo que a criação da Marcopolo Rail teria como objetivo posicionar a marca de forma mais forte no segmento metroferroviário, não somente por intermédio de projetos isolados ou pontuais, mas com visão de negócio. Entre as principais vantagens competitivas estariam a utilização de alto conteúdo local, a capacidade de escala e sinergia com as atuais plantas fabris, além da presença global e de ampla rede de pós-vendas no Brasil e América Latina.


“Escolhemos a NT Expo para lançar a Marcopolo Rail porque é o principal evento da América do Sul voltado para a cadeia do setor metroferroviário e para enfatizar a nossa capacidade de fornecimento para o segmento dos trilhos, ampliando a possibilidade de negócios na região”, finalizou Amaral.


Sobre a NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora da NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inovou e ofereceu um evento virtual para todos os profissionais ligados a operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience. O evento digital exclusivo reuniu todos os players dos segmentos do universo da NT Expo em um único canal virtual para promover o intercâmbio de conteúdo, geração de negócios e interação. Em 2020, o encontro aconteceu de 24 a 26 de novembro. 

Informações para a Imprensa:

Coletivo da Comunicação

Valeria Bursztein

+55 11 9 9104-2031

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Arucha Fernandes

 +55 13 9 9768-3476

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Evento digital NT Expo Xperience reuniu profissionais e autoridades públicas do segmento de transporte de cargas e passageiros por trilhos para debater o futuro e o papel do modal na economia do país 

 

O cenário do transporte ferroviário de cargas e passageiros e as perspectivas para o momento pós-pandemia da Covid-19 foi a temática que liderou o conteúdo exclusivo de painéis ao vivo e apresentações da NT Expo Xperience, evento 100% digital, que aconteceu na última semana, de 24 a 26 de novembro. 


“O NT Expo - Negócios nos Trilhos é um dos mais tradicionais eventos do setor ferroviário do país. E a transformação em uma experiência online foi um desafio que a equipe multidisciplinar da Informa Markets, com a contribuição de importantes parceiros, como a Revista Ferroviária, curadora do conteúdo das palestras, conseguiu superar. A estreia da NT Expo Xperience foi um sucesso, que alcançou o objetivo principal ao manter o debate sobre o setor aquecido com a participação de especialistas, de autoridades públicas e da iniciativa privada”, comemora o diretor da NT Expo, Hermano Pinto.
Ao longo dos três dias de evento, a plataforma Xperience registrou cerca de 1.300 acessos e aproximadamente 18 mil visualizações (pageviews). Em 2021, a NT Expo será realizada na versão Summit, com palestras e uma área de negócios, de 31 de agosto a 2 de setembro, no São Paulo Expo, capital paulista. O evento acontecerá em paralelo à Intermodal South America. 


Conteúdo - A programação exclusiva do NT Expo Xperience ofereceu, durante os três dias de realização, mais de 20 horas de conteúdo, com a participação de mais de 60 palestrantes. A pauta do evento 'trilhou' dois segmentos do transporte ferroviário: cargas e passageiros. 


O painel de abertura contou com a participação do diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Davi Barreto, o presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias - empresa pública ligada ao Ministério da Infraestrutura -, André Kuhn e o diretor do Departamento de Transportes Ferroviários no Ministério da Infraestrutura (Minfra), Ismael Trinks. Eles falaram sobre os novos modelos de concessões de ferrovias para a iniciativa privada, como o investimento cruzado, e o andamento de empreendimentos chave,  como a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).


Para Barreto, há sinais claros da capacidade que os investimentos privados possuem para contribuir para a retomada econômica do Brasil no cenário pós-pandemia. Neste sentido,  também participaram do evento representantes das principais concessionárias de transporte ferroviário de cargas do país: MRS Logística, Rumo Logística, Vale e VLI Logística, para abordar as expectativas de planos e projetos para o futuro.


A indústria ferroviária ganhou destaque na programação, com painéis mediados pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate. Entre os temas abordados, o foco foi a descarbonização dos ativos do setor ferroviário e as soluções para a eletrificação do sistema de transporte, como o desenvolvimento da primeira locomotiva 100% elétrica pela empresa Vale e parceiros, que está em fase de testes desde setembro, no pátio da empresa na unidade de Tubarão, em Vitória (ES).


Outro tema de debate foi a luta das associações ligadas à indústria ferroviária para equilibrar a competição entre os fabricantes nacionais e estrangeiros. A questão central é a reivindicação por isonomia tributária. Isso porque alguns estados brasileiros têm aplicado a imunidade tributária na importação de trens, o que leva a uma concorrência injusta com o produto nacional. 


Transporte de passageiros sobre trilhos

O impacto da pandemia da Covid-19 na mobilidade urbana foi o ponto principal dos painéis e apresentações que aconteceram sobre o segmento, com a mediação de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). O secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, e o secretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, defenderam que é preciso criar novas fontes de subsídios federais para o transporte público coletivo e saber a orientação sobre qual será o plano federal para o modal em 2021. 


Já os operadores privados de trens e metrôs falaram sobre as perdas sofridas e alertaram para a necessidade de modernização nos contratos de concessão, em especial na cidade do Rio Janeiro. Para o presidente da SuperVia, concessionária de trens urbanos, Antonio Carlos Sanches, e o presidente do MetrôRio, empresa que faz a operação das linhas de metrôs, Guilherme Ramalho, a reversão do status atual só será possível com uma combinação de medidas pensadas, de curto a longo prazo. 


Para agora, seria necessário um aporte financeiro emergencial providenciado pelo governo estadual do Rio, que permitisse o equilíbrio financeiro entre custos e despesas. E, no médio e longo prazo, a repactuação e modernização dos contratos, com mecanismos de custeio de tarifas que considerem a flutuação da demanda, políticas de financiamento para investimentos e a organização, regulação e integração do transporte coletivo metropolitano. 
O diretor de Mobilidade da CCR - empresa que é um braço do grupo CCR, responsável pela operação na Via Quatro (Linha Amarela) e Via Mobilidade (Linha 5 Lilás) do metrô de São Paulo e do metrô de Salvador, na Bahia -, Luís Valença, colaborou abordando o potencial de modelos de concessões diferentes, como os conduzidos pela CCR em São Paulo e na Bahia, que foram estabelecidos por PPPs (Parcerias Público-Privadas). 


Inovação - A procura por novas tecnologias que facilitem o dia a dia e melhorem a experiência dos usuários dos sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos no eixo Rio-São Paulo também foi destaque da NT Expo Xperience. O gerente de execuções financeiras do Metrô de São Paulo, Edvaldo Pedreira Sobrinho, falou sobre inovações nas formas de cobrança e pagamento de passagens pelos usuários. No primeiro trimestre de 2021, a novidade será o pagamento por meio da tecnologia de QR Code.

Já a especialista de planejamento estratégico do MetrôRio, Ingrid Rocha, falou sobre o recente lançamento do modelo de pagamento de passagens por aproximação de qualquer acessório que esteja dotado da tecnologia, como cartões de crédito, celulares, relógios, entre outros. E o diretor de operações do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) Carioca, Paulo Ferreira, ressaltou o sistema integrado de bilhetagem, que faz a validação das passagens diretamente nos trens do VLT. 

O VLT também entrou em pauta no evento em outro painel, em que especialistas debateram o papel do sistema como modo de transporte estruturante no planejamento urbano das médias cidades (entre 100 e 300 mil habitantes). Segundo os participantes, o maior desafio para a implantação de VLT’s no Brasil é que o tema não entrou no radar das autoridades de forma permanente, comprometendo o potencial da participação da iniciativa privada. 

Empresas patrocinadoras

Também participaram do evento com a apresentação de conteúdos as empresas patrocinadoras do evento: L.B. Foster, fabricante de equipamentos de construção, manutenção e componentes para via permanente; Thales, empresa francesa que comercializa sistemas de informação e serviços para as indústrias aeroespacial, de defesa, transportes e segurança; Dellner, empresa sueca líder global na produção de sistemas de conexões para trens; Cisco, líder mundial em tecnologia da informação e redes e Marcopolo Rail, nova marca da Marcopolo para o segmento metroferroviário. 


Sobre a NT Expo Xperience - www.ntexpo.com.br/pt/NT-Xperience

A Informa Markets, organizadora do NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina, inova ao oferecer um evento virtual para todos os profissionais ligados aos operadores e à cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços para o setor ferroviário: a NT Expo Xperience.  Trata-se de um evento digital exclusivo que promete reunir todos os players dos segmentos do universo do NT Expo em um único canal virtual e promover o intercâmbio de conteúdo,geração de negócios e interação. Em 2020, o encontro aconteceu de 24 a 26 de novembro. 

 

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Coletivo da Comunicação

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