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O transporte ferroviário representa 15% da logística do país. No entanto, a expectativa é de que os investimentos em ferrovias aumentem esse número.

 

O transporte ferroviário segue como uma força motriz para a logística brasileira. Victor Mellao, diretor de mercado internacional da Virgo Eletrics, afirma que as ferrovias do nosso país têm cerca de 30 mil km de extensão, e 15% da produção de carga nacional é transportada nessa modalidade, segundo dados da ANTF- Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.  

A importância das ferrovias para as atividades logísticas brasileiras é evidente. Porém, novos investimentos são necessários para que o cenário seja ainda mais positivo. A seguir, apresentaremos um panorama sobre a situação atual em nosso país.

 

A relevância do transporte ferroviário para a logística brasileira

Renan Tanaka, diretor de operações da Sotran Logística, explica que a malha ferroviária brasileira tem mais de 10 mil km ociosos ou com baixa utilização para o transporte de cargas.   

O Brasil está bem abaixo de outros países que utilizam esse transporte. De acordo com o executivo, os Estados Unidos transportam mais de 40% de suas cargas por meios ferroviários. Já a China tem 37% dos seus processos logísticos nessa modalidade.  

Mas mesmo com a utilização aquém da capacidade, as ferrovias brasileiras são essenciais para a nossa logística. Afinal, esse tipo de transporte consegue ser mais ágil que os meios rodoviários, exigindo menos paradas e menor tempo de deslocamento.  

Além disso, como aponta Mellao, o setor ferroviário contribui para a exportação de mercadorias para países vizinhos, como a Argentina, a Bolívia e o Paraguai. 

 

A intermodalidade das ferrovias brasileiras com outros meios de transporte  

Para Mellao, a intermodalidade tem grande relevância para a execução das atividades logísticas brasileiras. 

Segundo o diretor de mercado internacional: "A intermodalidade favorece a interligação entre o Porto de Santos e os terminais fluviais de Panorama e de Pederneiras, na hidrovia Tietê-Paraná. Já o Complexo Intermodal de Rondonópolis congrega mais de 20 empresas e é considerado o maior da América Latina".  

Ele também conta que "o Terminal Intermodal de Criciúma e o Porto de Imbituba são outros exemplos da importância da intermodalidade por motivarem o aumento da produção ferroviária e do volume de carga embarcada no trecho Capivari de Baixo-Imbituba".  

Apesar dessa relevância, o setor ainda não tem o investimento necessário. Mellao cita uma pesquisa feita pela CNT de Ferrovias, de 2015, que identificou a necessidade de construção de 72 terminais intermodais com cargas de integração ferroviária, bem como a ampliação de outros sete pontos em todas as regiões do país.

 

Aspectos que podem ser melhorados nas ferrovias para a logística

Para Mellao, um dos pontos que devem ser melhorados no transporte ferroviário brasileiro é a diversificação de mercadorias. Ele conta que o minério de ferro representa cerca de 70% de tudo o que é transportado por trens no Brasil.   

Portanto, é desafiador transportar outros tipos de produtos, mesmo que o transporte ferroviário seja seguro, de baixo custo e pouco poluente.  

Já Tanaka acredita que há uma necessidade grande de investimento em tecnologia no setor logístico.  

"Temos ainda entraves de documentações físicas, que exigem impressão e, sem dúvida nenhuma, esse pode ser um caminho bastante saudável para o país, no sentido de desburocratização e otimização da nossa atividade", observa.

 

Avanços previstos para o transporte ferroviário no Brasil

O uso da tecnologia para realizar atividades com mais agilidade é o que deve nortear os avanços no transporte ferroviário e em outras modalidades, promovendo uma maior integração. Também está prevista uma grande participação da iniciativa privada no setor.  

Tanaka acredita que a transformação cultural e digital acontece com muita agilidade. "A logística caminha para um futuro cada vez mais tecnológico, em que a gestão de dados [blockchain, growth e data points] e o acesso a informações em tempo real [rastreabilidade e last mile] devem elevar muito a oferta de melhores experiências e soluções para os clientes e as empresas", diz.  

Por sua vez, Mellao aponta que o governo investe em estratégias voltadas à iniciativa privada, com concessões e leilões. "O plano governamental prevê dobrar a participação do modal ferroviário na matriz de transporte até 2025", explica o executivo.  

As ferrovias brasileiras oferecem grande potencial que pode seguir sendo explorado, aumentando ainda mais a representatividade do setor e gerando maior movimentação econômica, empregos e saúde financeira ao País.

 

A NT Expo se orgulha em fazer parte desse importante ecossistema do transporte nacional, convidando a todos os profissionais e interessados no setor ferroviário a debaterem ideias e soluções para alavancarmos ainda mais o setor. 

 

Equipe NT Expo - Business on Rails

 

O transporte ferroviário e o agronegócio formam uma parceria de sucesso. Porém, com mais investimentos, os resultados seriam ainda melhores. Entenda neste artigo. 

 

O agronegócio é um dos setores mais competitivos da economia nacional, sendo um dos grandes responsáveis pelo Brasil ter relevância no mercado global. Nesse contexto, o transporte ferroviário é um fator determinante para tamanho sucesso.  

Conversamos sobre esse assunto com o advogado Tulio Zucca, sócio fundador do escritório Zucca & Rosa Advogados e especialista em Direito Agrário e do Agronegócio. Ele trouxe informações e reflexões bastante pertinentes sobre o assunto. Confira! 

 

A representatividade do agronegócio no modal ferroviário  

O modal ferroviário é o segundo mais utilizado no Brasil, sendo responsável por aproximadamente 20% do transporte de cargas. Falando especificamente sobre o setor agro, o especialista afirma que cerca de 16% das cargas agrícolas são transportadas por trens.  

O transporte ferroviário é bastante interessante para o setor agrícola, tendo em vista que gera economia e é ágil. Porém, a falta de investimentos no segmento faz com que a modalidade não tenha tanto protagonismo quanto poderia.  

Nesse sentido, Zucca afirma: "Um dos motivos pelos quais [o transporte ferroviário] ainda não assumiu a liderança é, justamente, a falta de investimentos na construção da malha — atualmente composta por poucos 29.200 km". 

 

O transporte ferroviário como agente de desenvolvimento do setor agro  

O transporte ferroviário pode ser considerado um agente importante para o desenvolvimento do setor agro. Isso se justifica, segundo Zucca, pela precariedade que o modal rodoviário tem em nosso país.  

Nas palavras do especialista: "Ocorre que essa modalidade de transporte [rodoviário] possui precárias condições, que resultam em elevado custo, lentidão no processo de conclusão do trajeto e necessidade frequente de manutenção dos caminhões".  

O advogado acredita que, se o modal ferroviário recebesse mais investimento, o agronegócio brasileiro poderia ser ainda mais desenvolvido. Isso porque os custos de logística seriam reduzidos e os processos se tornariam mais ágeis, produtivos e competentes, fazendo com que o nosso país pudesse ser mais competitivo no mercado internacional.  

"Em linhas gerais, o transporte como um todo impacta em, aproximadamente, 26% do custo final do produto. Veja: praticamente o triplo do que é gasto pelos europeus.  

Significa dizer que, se existisse um modal ferroviário territorialmente extenso - ou ao menos cobrindo os principais pontos de coleta e escoamento, como é feito nos Estados Unidos - e eficiente, reduziria muito o preço final para o consumidor (cerca de 30% a 35% do valor gasto hoje em frete), e cairia pela metade o tempo hoje despendido com o modal rodoviário", explica Zucca.  

 

Sugestões de melhorias para o transporte ferroviário no agronegócio  

Apesar de alguma evolução ter sido percebida na malha ferroviária ao longo dos anos, Zucca aponta que o modelo ainda está muito atrás do transporte rodoviário. Ele acredita que o poder público deveria investir mais no segmento e que isso pode ser feito em parceria com empresas privadas, que também compartilham desse interesse.  

O especialista comenta: "Faz alguns anos que os setores público e privado, juntos, arquitetaram um projeto ambicioso chamado de ferrogrão. Quando concluído, as novas malhas ajudarão a escoar cerca de 30 milhões de toneladas de grãos. Esse projeto traz um pouco de esperança para as tradings do segmento e, também, para os produtores, pois ambos ganharão com a redução do valor do frete e com o aumento da capacidade de logística nacional".  

A relação entre transporte ferroviário e agronegócio é mesmo de muito sucesso. Certamente, se houvesse um investimento maior, os resultados seriam ainda mais positivos.  Quer saber mais sobre como as ferrovias ajudam na economia nacional? Então, inscreva-se e participe do NT Expo Xperience!  

 

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