NT EXPO - Negócios nos Trilhos é o principal ponto de encontro do setor ferroviário na América Latina

 

15-17 de março de 2022

Local: São Paulo Expo - SP

Paraná vai se tornar hub logístico com ampliação de ferrovias e portos



 

Diversos projetos buscam ampliar o potencial de movimentação de cargas do estado, que teve recorde histórico no primeiro semestre de 2021.

 

Fonte: G1 Paraná

 

O Paraná teve um recorde histórico de movimentação de cargas no primeiro semestre de 2021.

Os portos de Paranaguá e Antonina registraram o volume de 29.081.691 toneladas de produtos transportados. Os dados são do Ministério da Economia. Ainda assim, a indústria paranaense convive com gargalos logísticos para escoar a produção, como a falta de estrutura ferroviária.

O cenário deve mudar com a futura prorrogação da Malha Sul e a construção da Nova Ferroeste, que trará novos trilhos para regiões produtoras e inclui obras no Porto de Paranaguá. 

“Com a previsão de crescimento nos portos, o modal ferroviário precisa ser melhorado para evitar um colapso nas rodovias”, pontua João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos do Sistema Fiep.

A entidade participa ativamente das discussões sobre o futuro da logística no Paraná dentro do G7. 

 

Custo logístico e competitividade - Atualmente, o Paraná concentra 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América do Sul em um raio de 1.000 km, abrangendo estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e países vizinhos como Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia. Com a Nova Ferroeste, o estado se tornará um hub logístico para escoar a produção tanto interna quanto externamente.

“Não adianta ter um setor produtivo forte, um porto de alta capacidade, se não provermos condições para o crescimento. A ferrovia terá esse papel”, destaca Luiz Henrique Fagundes, coordenador do grupo de trabalho do Plano Estadual Ferroviário.

Serão 1.285 km de novos trechos, conectando o Paraná ao Mato Grosso do Sul e interligando regiões produtivas do estado ao porto.

A ampliação do modal ferroviário deve reduzir em 28% o custo logístico da indústria e promover ganhos às comunidades do entorno – a estimativa do grupo de trabalho é que a Nova Ferroeste beneficie nove milhões de pessoas em 427 municípios, gerando emprego, renda e desenvolvimento.

O traçado começa em Maracaju, no Mato Grosso do Sul, onde se conecta à Malha Oeste brasileira, passa por Guaíra, Cascavel e chega até o Porto de Paranaguá, tendo ainda um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

Em Balsa Nova, conecta-se à Malha Sul. “Temos que estar conectados com a malha ferroviária nacional. A maior parte do setor produtivo está no oeste do país, longe do porto. Há uma necessidade de criar um corredor de insumos para consumo interno, como milho e soja”, pontua Fagundes.

 

Equipe NT Expo - Business on Rails