O MERCADO

Malha ferroviária terá expansão de 216 km nos próximos cinco anos

A recessão ainda é uma realidade no País, porém não é empecilho para a expansão do setor de transporte de passageiros sobre trilhos. Contando atualmente com 18 projetos contratados em execução, a expectativa é que sejam construídos 216 km de trilhos, entre metrôs, trens e VLTs, nos próximos cinco anos. A estimativa é da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos).

País de dimensões continentais, o Brasil carece de investimentos no setor de transportes, principalmente no modal metroferroviário. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), é necessária uma ampliação de, pelo menos, 850 km na malha de metrôs e trens, a fim de modernizar o transporte urbano. Com a execução dos 18 projetos de expansão, cerca de 25% dessa demanda será atendida.

“O transporte sobre trilhos tem participação de 3,8% na matriz de transportes. É um número muito incipiente, pois atendemos uma demanda de 95 milhões de pessoas, ou seja, apenas 48% da população. A execução desses novos projetos deve contribuir para a mobilidade urbana, para que mais pessoas tenham acesso a um transporte público de qualidade”, explica o diretor-executivo da ANPTrilhos, João Gouveia.

Em novembro, a ANPTrilhos é presença confirmada na 20ª NT Expo - Negócios nos Trilhos, do principal evento dedicado ao mercado metroferroviário da América Latina, que acontece de 7 a 9 de novembro no Expo Center Norte, em São Paulo. O encontro irá reunir as operadoras do transporte de passageiros e de cargas para o debate sobre o futuro do setor no Brasil.

Expansão - Os projetos que devem incrementar a malha ferroviária atual consistem em 10 novas linhas: VLT Cuiabá, VLT Goiânia, VLT Carioca, VLT Fortaleza, Metrô Linha 6 de São Paulo, Metrô Linha 2 da Bahia, Metrô Linha Leste do Ceará, Trem Urbano da Linha 13 de São Paulo, Monotrilho da Linha 17 de São Paulo e Monotrilho da Linha 18 de São Paulo. Além da extensão de: Metrô Linha 4 de São Paulo, Metrô linha 2 de São Paulo, Metrô linha 5 de São Paulo, Trem Urbano Linha 9 de São Paulo, Monotrilho Linha 15 de São Paulo, VLT Maceió, VLT Baixada Santista e CBTU de Pernambuco.

Parceria público-privada – Segundo Gouveia, há uma forte tendência de que os novos projetos de mobilidade urbana sobre trilhos sejam realizados na modalidade Parceria Público-Privada (PPP). Para as 10 novas linhas de VLTs, Metrôs e Monotrilhos a estimativa de participação do modelo é de 80%. Já para a expansão do restante dos projetos contratados, a Parceria Público-Privada será responsável por 25% no investimento.

“Apenas o poder público não tem condições de executar esse nível de investimento, assim como o poder privado sozinho não tem como viabilizar. A parceria é o ideal para promover os empreendimentos”, ressalta Gouveia.

Mão de obra- O mercado de trabalho é sempre um dos mais afetados pela crise econômica. O segmento de transporte sobre trilhos, no entanto, tem conseguido manter seu quadro de funcionários, chegando a registrar novas contratações.

De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), em 2015 houve aumento de 6%, atingindo a marca de 41.100 profissionais contratados. O quadro foi mantido no último ano, conforme explica Gouveia, e a tendência é de aumento com a expansão da malha ferroviária.

“Em 2017 devemos seguir a tendência dos últimos anos de crescimento, embora ainda haja crise. Como a mão de obra do setor é bastante específica, precisamos conservá-la, até mesmo para os projetos futuros. Registramos contratações em nosso quadro de funcionários, com a soma de profissionais como maquinistas, técnicos, mecânicos, e eletricistas”.

Fonte: Conteúdo Empresarial

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