O MERCADO

Via Trolebus no Chile: O Metrô de Santiago

 

Se inicia el cierre de puerta“. É desta forma que uma gravação, junto com a campainha do trem, avisa o fechamento das portas, para que nenhum passageiro fique preso ou segure o equipamento, e atrase o veloz metrô de Santiago. O Via Trolebus esteve no Chile, e neste especial trará um panorama deste importante país da America do Sul, sob a ótica da mobilidade urbana.

Impressões

A primeira impressão de quem chega do metrô da capital chilena é boa. Limpo e organizado, com alta frequência dos trens e quase nenhum solavanco nas composições, pelo menos nas linhas 1, 4 e 5, mais visitadas pelo Blog. As composições não são vazias, mas pelo menos no período em que utilizamos os trens, no final do ano, o fluxo de passageiros era dentro do aceitável, pelo menos por quem anda no Metrô de São Paulo. Em 2012,  o sistema metroviário da capital chilena foi escolhido como o melhor da America, pelo anuário Metro Rail publicado em Londres.

Os passageiros são gentis, assim como a maioria da população de Santiago. É comum artistas de rua se apresentarem nos vagões com direito a microfone e caixa de som. Após o show, os cantores oferecem os álbuns com suas canções para vendas.

No período em que visitamos a rede, não constatamos nenhuma falha ou paralisação do sistema. Importante frisar que esta análise não é baseada em estudos técnicos ou em dados estatísticos. Em conversa com habitantes do país, alguns deles relataram que o sistema nem sempre funciona como um relógio no horário de pico, em semanas normais, diferentemente da nossa visita no final de 2015 e começo de 2016.

Operação

O Metrô de Santiago possui 94,2 quilômetros de extensão, dividido em 4 linhas, sendo que uma dela se subdivide em um ramal, a 4 com a extensão 4A. Conta com 101 estações e é operado pela empresa de capitais estatais Metro S.A.

Transporta uma média de 2,3 milhões de passageiros por dia. Parte das linhas são dotadas de trens sobre pneus, o que faz ter uma pequena trepidação, diferentemente dos sistemas sobre rodas de aço.

No horário de pico, composições longas operam no sistema, e no entre-pico, trens menores de 3 carros entram em operação. Algumas linhas (2, 4 e 5), durante o pico, operam em serviços semi expressos, alternando as paradas. Por exemplo, um trem parte da estação terminal a para nas estações pares, e o próximo nas impares.

Tarifa

A cobrança de tarifa também possuí peculiaridades, onde três tipos de tarifas são aplicadas: No pico, no horário de vale (entre os picos) e no horário de menor movimento, no início e próximo do fim da operação. Este tipo de medida ajuda a equilibrar a lotação do sistema, onde os horários de menor movimento torna-se mais atrativo pela baixa tarifa. O sistema de tarifa também possui integração tarifária ao sistema de ônibus.

Expansão

O Metrô de Santiago esta em expansão com mais duas linhas, a 3 e a 6, prometidas para serem entregas até 2018. Com as novas inaugurações, o sistema terá 140 km de extensão, 136 estações, e a expectativa é que a malha atenda a 2,7 milhões de passageiros por dia.

Em outubro de 2015, o governo chileno anunciou que a Caf (Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles) estava em processo de produção de 185 carros (vagões) para operarem nas duas novas ligações, e os trens serão dotados do sistema driverless, sem condutores.

Até 2025, o governo deve acrescentar novas estações à rede. Tudo isso faz parte de ações do Plano Diretor de Transportes, expandindo linhas de Metro, trens de passageiros, ciclovias, além da construção de uma rede de VLT.

Fonte: ViaTrolebus

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