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O MERCADO

Uma viagem pelo Distrito Federal nos trilhos do metrô

Quem embarca em um dos 24 vagões do metrô tem a oportunidade de fazer uma verdadeira viagem pela história e a cultura do Distrito Federal, além de se divertir pelo trajeto. A cidade que acompanha os trilhos nasce no Plano Piloto em direção a Águas Claras, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e ao Guará. E não são apenas os cartões-postais que podem ser explorados por quem anda de metrô. Conforme os trens se movem pelo mapa do DF, mais curiosidades e particularidades de cada região mostram-se àqueles que se aventuram.

O ponto de partida (ou de chegada) é a Estação Central (Rodoviária do Plano Piloto). Quem chega ali pode ir  a pé até a feira de artesanato na Torre de TV, a 1,5 quilômetro de distância. O tempo estimado para o trajeto é 18 minutos.

A caminhada pode ser feita para outros pontos turísticos, como a Esplanada dos Ministérios, também a 1,5 quilômetro de distância. Em 14 minutos, é possível explorar a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em um percurso de 1,1 quilômetro, e o Museu Nacional da República, a 1 quilômetro.

Neste, estão em cartaz quadros da artista plástica chilena Patricia Claro e, a partir de 5 de abril, haverá exposição de Marianne Peretti, responsável por criar os vitrais da catedral. O museu funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30, e a entrada é franca.

Galeria dos Estados
A Estação Galeria, em frente ao Setor Comercial Sul, fica a 1 quilômetro da Caixa Cultural, que abriga exposições gratuitas, além de shows e peças de teatro. A visitação é de terça a domingo, das 9h às 21h, nas cinco galerias. Para espetáculos, a bilheteria funciona de terça a sexta-feira e aos domingos das 13 às 21 horas. Aos sábados, das 9h às 21h.

No edifício-sede da Caixa, o Átrio dos Vitrais exibe 24 mosaicos representam as 27 unidades da Federação. Amapá, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão em um mesmo painel. O prédio abre das 8 às 20 horas, de segunda a sexta-feira. A antropóloga e brasiliense Bruna Pratesi, de 24 anos, fez questão de levar o primo que mora nos Estados Unidos para conhecer os vitrais. “Aqui é bem central, bem localizado. Achei que seria um bom local para mostrar.”

Ainda pela Estação Galeria chega-se ao Museu de Valores do Banco Central, a 600 metros de distância. Abre de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. No primeiro sábado de cada mês, das 14h às 18h.

O Santuário Dom Bosco, a 2,4 quilômetros da Estação 102 Sul, é atração pela arquitetura, pelos vitrais e pelo lustre. De acordo com a Arquidiocese de Brasília, as missas dominicais ocorrem às 8 horas, às 11 horas, às 18 horas e às 19h30. De segunda a sábado, há celebração às 7h e às 18h.

A professora Elisete Duarte, de 57 anos, mora em Brasília e vai ao templo, na 702 Sul, pelo menos uma vez ao mês. Apesar de dirigir, ela acredita que o metrô facilita o deslocamento. A docente tenta encaixar na agenda um momento para refletir e frequentar o santuário. “É lindo pela arquitetura, mas espiritualmente também.”

108 Sul
Ao desembarcar na Estação da 108 Sul, podem-se caminhar 900 metros e chegar ao Cine Brasília, em aproximadamente 10 minutos. Inaugurado em 1960, o cinema passou por uma ampla reforma em 2011 e foi entregue ao público em 2013. A sala tem capacidade para 619 pessoas — 19 cadeiras são adaptadas para pessoas com deficiência e para obesos. A inteira custa R$ 12. No segundo semestre de cada ano, sedia o tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro desde 1967.

Outro ponto que chama a atenção de quem passeia pelas redondezas é a Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Entrequadra 307/308 Sul, conhecida como Igrejinha. O formato da capela, projeto de Oscar Niemeyer, faz referência a um chapéu de freira e o exterior estampa azulejos de Athos Bulcão. O templo está a 800 metros da estação, e as missas ocorrem de terça-feira a sábado às 6h30 e às 18h30; aos domingos, às 7h, às 9h, às 11h, às 18h e às 19h30.

Ao sair da 108 Sul em direção às quadras residenciais, chega-se à Superquadra Sul 308, quadra-modelo, tombada como Patrimônio do Distrito Federal em 2011.

A área é considerada um exemplo de como as quadras residenciais deveriam ser. Tem acesso a igreja, a escola, a clube, a posto de saúde, a jardim de infância, a biblioteca e a cinema. No interior, abriga uma praça com espelho d’água.

As características atraem estudantes de arquitetura e de urbanismo de outros países. É o que conta a jornalista e moradora do Guará Conceição Freitas, de 58 anos, que assumiu o comando da banca de revistas da 308 Sul. Livros sobre Brasília e obras de autores da capital compõem o acervo da banca, dedicado a preservar a memória da cidade. “Vêm turistas do mundo todo para cá [a quadra].”

A cerca de 1,2 quilômetro da Estação da 114 Sul, encontra-se o Templo Shin Budista Terra Pura, na Entrequadra 315/316 Sul. O local é aberto para meditações gratuitas na quarta-feira às 19h30 e, no fim de semana, às 9h. Em agosto, ocorre a tradicional quermesse budista, que há 46 anos oferece apresentações de danças e comidas típicas japonesas. A entrada é 1 quilo de alimento não perecível (para ser doado) ou R$ 5.

Próximo dali, na 314/315 Sul, é possível assistir a peças no Teatro dos Bancários. A bilheteria abre das 13 às 20 horas, de segunda a sexta-feira. Quando há espetáculo, funciona também nos fins de semana, das 14h até o início da apresentação.

Feira do Guará
A menos de 100 metros da estação encontra-se a Feira do Guará. O mercado funciona de quarta a domingo, das 8h às 18h. Descendo na mesma estação, pode-se ir à Casa da Cultura, com biblioteca pública aberta das 8 às 18 horas. Há espaço para cursos de ioga, taekwondo e dança. Mais informações pelo número (61) 3383-7250.

Águas Claras
Para quem deseja lazer e contato com a natureza, o endereço é a Estação Águas Claras, a 1,1 quilômetro do Parque Ecológico da cidade. Com 96 hectares, ele abriga quadras de futevôlei na areia, quadra coberta, ponto de exercícios, brinquedos infantis, laguinho de patos e pássaros diversos.

Praça do Relógio
A estação de Taguatinga fica no ponto central da região administrativa. Considerado Patrimônio do Distrito Federal, o relógio que dá nome à praça foi tombado em 1989. O local costuma ser usado em eventos comemorativos, como o aniversário da região.

Ceilândia Centro
Como descreve a cantora de Brasília Ellen Oléria na música Senzala: “A Feira da Ceilândia te oferece o que quiser comprar: peixe, sapato, retrato, colar para te enfeitar”. Famosa por ganhar a primeira edição do programa The Voice Brasil, a artista narra a atividade comercial do lugar, que oferece diversos tipos de produtos.

O metrô é uma opção para quem quer conhecer a feira sem ter de se preocupar com vagas. Ela está a 1,1 quilômetro de distância da Estação Ceilândia Centro e a cerca de 13 minutos a pé seguindo pela Avenida Hélio Prates.

Serviço
As estações de metrô abrem de segunda-feira a sábado, das 6h às 23h30; no domingo e em feriados, das 7h às 19h. A passagem custa R$ 4.

Mais informações, sobre como transportar bicicletas nos trens ou se inscrever para apresentações culturais, por exemplo, podem ser encontradas no site da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF).

Fonte: Metrópoles

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