O MERCADO

Para ANPTrilhos, sistema ferroviário precisa de R$ 281 bilhões para funcionar com eficiência

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Para funcionar de modo eficiente, o sistema ferroviário brasileiro precisa de R$ 281 bilhões em investimentos, diz o diretor-executivo da ANPTrilhos e presidente da sessão de ferrovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Rodrigo Vilaça. O dirigente participou da Intermodal South America, feira do segmento de infraestrutura logística, realizada em São Paulo (SP). Em princípio, Vilaça assinala que o país precisa de R$ 3 bilhões de investimentos, anualmente - embora, sem especificar por qual período -, ara que seja possível, ao menos, iniciar o processo de recuperação do sistema ferroviário nacional.

Segundo o dirigente, para se construir uma ferrovia no Brasil hoje, é necessária a interlocução de aproximadamente 38 agentes públicos diferentes. "É, certamente, uma burocracia exagerada", diz ele, acrescentando que estes entraves fazem "o processo ser muito mais lento do que deveria". Durante a feira, foi lançado o movimento "Trilhos pelo Brasil", que reúne cerca de 350 executivos do setor ferroviário e surge co o objetivo de definir uma agenda de trabalho para destravar aportes e obras no segmento.

Para o agronegócio, a revitalização dos trechos existentes e a expansão da malha ferroviária são iniciativas fundamentais para reduzir o custo logístico da produção agropecuária, já que o transporte sobre trilhos é mais indicado para distâncias maiores - do interior para os portos e grandes centros -, sendo menos oneroso e mais eficaz do que o rodoviário. De acordo com Vilaça, com o movimento, o intuito é estabelecer uma pauta que realmente identifique os gargalos das ferrovias para a formatação de uma carta ao governo federal, com ações e sugestões para uma efetiva solução para os problemas do setor.

O dirigente acrescenta que o movimento nasceu de indagação do próprio setor que se questionava porque o sistema está travado e o alcance das ferrovias está aquém do mínimo que possa ser considerado satisfatório. A partir desse diagnóstico, detalha Vilaça, o segmento se reuniu e elencou seis temas prioritários que guiarão os esforços do movimento: transporte de cargas, de passageiro, marco regulatório, linhas curtas, investimentos e, o principal deles, descobrir porque os projetos já existentes estão sofrendo tantas interferências.

Fonte: Infomoney

 

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